sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Boicote ao ENADE: Uma vitória estudantil

As tentativas de destruição do ensino público, para se valorizar a iniciativa privada, vêm aumentando a cada instante em todo país. Como exemplo desses atos puramente mercadológicos, vemos a fileira das reformas universitárias, ou seja, medidas do Estado, que prejudicam a Universidade pública, como o Enem, Prouni, Enade, EAD (ensino a distancia). As burocracias universitárias (reitoria, conselhos universitários, colegiados de cursos) fazem seu papel, legitimando tudo isso. Não poderia ser diferente dentro da Universidade Estadual de Londrina, e muito menos no curso de Serviço Social.
O movimento estudantil, representado pelo centro acadêmico de serviço social gestão 2010/11 juntamente com alunos organizados, enfrentaram resistência dos professores em relação à ação política de boicote a prova do Enade 2010, sendo que a ação do boicote já é histórica no curso em defesa da AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA, o que quer dizer, nenhuma intervenção Estatal ou de qualquer espécie (privada e/ou religiosa) dentro da Universidade, lembrando que o ENADE é um método de avaliação que generaliza e impõem as mesmas regras de avaliação para todas as Universidades do país, desconsiderando suas diferenças; isso é ilegítimo! Somos nós, estudantes que devemos avaliar nossa própria Universidade. Assim o boicote é uma forma de defesa ao ensino público e autônomo.
O colegiado e departamento do curso de Serviço Social se opuseram desde o início do movimento, chegando a mentir sobre as conseqüências de um boicote, pressionando alguns alunos que se posicionaram contra a prova, intimidando os estudantes que foram convocados a faze - lá, assim como os estudantes que organizaram o Movimento, inclusive repudiando estudantes em banca de TCC que boicotaram esse exame. É claro que é a tática deles deslegitimar as bandeiras estudantis e colocar pressão nos estudantes.
Porém, mesmo com toda tentativa de barrar o movimento por parte do colegiado, nós, estudantes de serviço social, conseguimos montar uma assembléia para reconhecer e legitimar a posição dos estudantes que se colocaram contra estas medidas antidemocráticas. Devemos entender daí, que a nossa tática deve ser a ação direta; e justamente foi esta posição que nós tomamos, levantando a bandeira do boicote ao ENADE, ou seja, não fizemos a prova, e, além disso, alguns estudantes foram na frente do colégio onde seria aplicado o exame e panfletaram as nossas bandeiras frente os estudantes de outros cursos e outras universidades. A aderência foi maciça e em cinco minutos cerca de 100 estudantes estavam na frente do colégio reivindicando a autonomia da Universidade, e levantando a posição do curso.
A lição é clara: alguns dos professores (parte integrada da burocracia universitária) se apresentam como representantes da vontade dos alunos, nada mais falso! O movimento não deve sucumbir frente aos ataques à que estamos expostos, muito pelo contrário, devemos defender bandeiras que representem os estudantes e não esperar que um colegiado, departamento de curso ou reitoria, que se materializa na Burocracia Universitária, defenda as nossas reivindicações.

Calouros, Bem vindos à LUTA!

UM CONVITE À LUTA



          O centro acadêmico e alunos organizados de serviço social desejam boas vindas a todos os bichos de 2011. Queremos parabenizar a todos os vitoriosos deste ilustre teste seletivo chamado vestibular, que em seu “formato seletivo” já denuncia a insuficiência na garantia do direito a educação para TODOS. A maioria dos jovens não consegue ter acesso ao direito de entrar em uma universidade pública, totalizando 86,1% de jovens fora do ensino Superior, conforme dados de 2006 do IBGE.
            Desta forma, pense conosco: por que será então que existe vestibular? Para selecionar os mais competentes, ou será que o motivo é a não existência de vagas para todos?
            É evidente que não há vagas para todo mundo, por esta razão é que existem critérios de exclusão como o vestibular. E quem se aproveita desta situação é o mercado da educação em parceria com o governo que ajuda a financiar a grande indústria da educação. Quem não consegue entrar na UEL, por exemplo, é obrigado a se submeter às altas taxas de faculdades particulares para se formar, buscando melhores condições de trabalho.
No modo de produção Capitalista, todos os direitos se tornam MERCADORIAS, não se respeita as necessidades da população, mas sim dos grandes empresários, que tem que lucrar; o que vemos com o vestibular e o ensino superior público é apenas um reflexo deste sistema que apenas consome a vida dos trabalhadores.
Desta forma vemos a importância da nossa organização enquanto juventude, enfrentar e defender o real objetivo da educação como nosso dever.  Só de pensar que neste momento estamos sendo formados para sermos os futuros explorados, reforça a importância de nossa organização de luta, transformando as nossas necessidades em reivindicações contra este sistema que só privilegia a  uma classe e que infelizmente não é a nossa.