segunda-feira, 5 de setembro de 2011

GRITO DOS EXCLUÍDOS!


Senhores, prestem atenção 

Aquele povo, que vocês julgaram por tanto tempo dócil e adormecido, está se levantando. Nos últimos dias, por exemplo, em Maringá os estudantes ocuparam a reitoria, fizeram uma marcha com mais de duas mil pessoas e conquistaram o compromisso de fazer valer suas principais reinvindicações: repor o corte de 38% das verbas de custeio das universidades estaduais, contratação de professores e funcionários e construção de uma nova unidade do RU, com disponibilidade de cardápio vegetariano. Já em Teresina, após um decreto aumentar a tarifa do transporte para R$2,10, os secundaristas tomaram as ruas, o dia passou, os protestos cresceram a cada minuto com o apoio dos trabalhadores, a situação tornou-se insustentável e, assim, o prefeito se viu obrigado a suspender o decreto e a tarifa voltou para o valor de R1,90. 

E em Londrina? 

Aqui a prefeitura e os empresários do transporte aumentaram a tarifa, que já era abusiva, duas vezes em menos de um ano contrariando uma lei federal. O ministério público recorreu e o juiz determinou a redução da tarifa. Decisão infelizmente ignorada. E pra piorar, a saga pelo lucro ilimitado continua. Como se não fosse suficiente, o desejo do prefeito Barbosa Neto e dos donos das empresas que exploram o transporte público é acabar com a função do cobrador. Sim, esse mesmo que controla o troco, a subida e a descida dos usuários, orienta os passageiros sobre o melhor ponto para se chegar ao destino desejado e permite que o motorista se concentre em conduzir o veículo de forma segura e evite acidentes, evite o stress, evite o infarto. 

Não sejamos enganados, nenhuma tecnologia nova será implementada no sistema, trata-se apenas de sucatear o transporte para obter mais e mais lucro. Sem se importar com o valor da tarifa, a segurança das pessoas, dos jovens, dos idosos, dos portadores de necessidades especiais e etc. Ou seja, sem se importar com as únicas coisas importantes em um sistema público de transporte coletivo. 

Mas aqui também. O Londrinense já cansou de ser deixado de lado, na saúde e no transporte, os movimentos sociais já entenderam que é só por meio da luta e da ação direta é que vão conseguir conquistar uma Londrina e um transporte melhor. 

No segundo ato contra a demissão dos cobradores e contra o fim da função de cobrador a quantidade e a animação das pessoas dobrou. Mais trabalhadores e estudantes se uniram à nossa luta. E vamos seguir lutando. Vem com agente!!!!

Ato no Grito dos excluídos: 

Data: 07 de setembro de 2011
Ponto de partida: Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos
No encontro da Av. Tiradentes com a Av. JK - Londrina
Horário: Concentração com os demais movimentos sociais apartir das 7h até as 9h
Início do grito dos excluídos: 9:50

Local do desfile: Av. Leste Oeste 

ELEIÇÕES CASS 2011

As inscrições de chapa já se encerraram!
e temos uma chapa inscrita esse ano
para conhecimento geral vai o nome e o cargo a que estão concorrendo, não deixe de participarem das eleições.

Comissão Eleitoral

Coordenadoria Administrativa: Letícia Orlando Baldow
Suplente: Heloisa Helena Oliveira de Souza

Coordenadoria Finanças: Anaeliza Barbosa Rosisca
Suplente: Fernando Dalto da Silva Melo

Coordenadoria Comunicação e Eventos: Talita Arrabal Biazon
Suplente: Camila da Cunha Correia da Silva

Coordenadoria de Assuntos de Ensino: Fernando Carmo Lopes
Suplente: Marco Antonio Amario

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

MANIFESTO AO COLEGIADO DE SERVIÇO SOCIAL - UEL


Os estudantes de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina vem mostrando que estão vivos em suas lutas. O colegiado de Curso aplicou uma avaliação, intitulada EDS (Equipe Didática por Série) a todas as turmas, com o argumento de avaliar o curso e suas disciplinas a avaliação foi entregue de surpresa, sem contribuição dos estudantes para a elaboração da Avaliação.

Devemos lembrar que o centro acadêmico de serviço social, em 2010, colaborou com a criação do instrumento avaliativo e levantou o problema central desse documento: "não existe uma avaliação do corpo docente" 

Os estudantes do Centro Acadêmico, reunidos em assembléia montaram portanto uma ferramenta que foi IGNORADA nesse ano.

O CASS reflete essa avaliação nos seguintes pontos:

a) Os estudantes são severamente avaliados em sua trajetória acadêmica. Portanto seria antidemocrático não poder avaliar o docente.
b) É impossível avaliar o bom andamento do curso e da série sem avaliar o professor, em sua didática, metodologia, e linha de pensamento.

Frente a isso, os estudantes do 4º ano noturno de Serviço Social, em assembléia extraordinária e improvisada chamou o BOICOTE dessa avaliação e foi escrita uma carta ao Colegiado.

O CASS apoia os estudantes do 4º ano de serviço social. E Repudia a atitude antidemocrática de nosso Colegiado...

VIVA O PODER ESTUDANTIL!
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CARTA AO COLEGIADO DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL-UEL
Os alunos do quarto ano noturno de serviço social da Universidade Estadual de Londrina vêm por meio desta carta, informar o nosso descontentamento a cerca do processo de construção da avaliação denominada Equipe Didática por Série proferida pelo Colegiado de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina:
Em Assembléia Extraordinária da série quatro do curso, os estudantes levantaram os seguintes problemas:
a)   A elaboração do instrumento de avaliação não foi construída coletivamente com os estudantes, representados ou não pelo Centro Acadêmico de Serviço Social, configurando uma clara imposição e direcionamento das perguntas por parte do Colegiado.
b)  Referente aos exames anteriores, nenhum estudante conseguiu identificar mudanças no curso e nem os resultados do exame do ano passado. Configurando um exame sem resultados efetivos para a vida acadêmica dos estudantes.
Ainda é válido ressaltar que no ano de 2010 os estudantes, também organizados em assembléia, aprovaram um modelo de instrumento de avaliação, que contemplava os interesses desse setor em avaliar o desempenho do professor.
c)    E por último, a incapacidade do instrumento avaliar o desempenho do corpo docente do curso. O EDS esta baseado em avaliações do curso, como consta no próprio instrumento: “Para que o colegiado possa monitorar o desenvolvimento da série, realizamos periodicamente avaliação denominadas Equipes Didáticas por Série”. Os estudantes identificam que a avaliação da série, portanto dos cursos proferidos não podem acontecer sem a avaliação de seu corpo docente, pois é este que elabora, juntamente com o colegiado e departamento, a ementa de sua disciplina.
Se os estudantes são severamente avaliados ao longo de sua trajetória acadêmica, pelos professores, com provas, trabalhos e chamadas, os professores também deverão ser avaliados pelos estudantes ao longo de sua carreira acadêmica.
Dessa forma, os estudantes entendem que o processo de construção e avaliação se configura como um processo antidemocrático, e sem resultados efetivos para os estudantes.
Os estudantes, organizados em assembléia, vem por meio desta, mostrar sua insatisfação com essa avaliação, por não corresponder aos seus reais anseios e simplesmente legitimar a atuação do Colegiado de curso.

Turma do 4º ano