Os estudantes de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina vem mostrando que estão vivos em suas lutas. O colegiado de Curso aplicou uma avaliação, intitulada EDS (Equipe Didática por Série) a todas as turmas, com o argumento de avaliar o curso e suas disciplinas a avaliação foi entregue de surpresa, sem contribuição dos estudantes para a elaboração da Avaliação.
Devemos lembrar que o centro acadêmico de serviço social, em 2010, colaborou com a criação do instrumento avaliativo e levantou o problema central desse documento: "não existe uma avaliação do corpo docente"
Os estudantes do Centro Acadêmico, reunidos em assembléia montaram portanto uma ferramenta que foi IGNORADA nesse ano.
O CASS reflete essa avaliação nos seguintes pontos:
a) Os estudantes são severamente avaliados em sua trajetória acadêmica. Portanto seria antidemocrático não poder avaliar o docente.
b) É impossível avaliar o bom andamento do curso e da série sem avaliar o professor, em sua didática, metodologia, e linha de pensamento.
Frente a isso, os estudantes do 4º ano noturno de Serviço Social, em assembléia extraordinária e improvisada chamou o BOICOTE dessa avaliação e foi escrita uma carta ao Colegiado.
O CASS apoia os estudantes do 4º ano de serviço social. E Repudia a atitude antidemocrática de nosso Colegiado...
VIVA O PODER ESTUDANTIL!
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CARTA AO COLEGIADO DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL-UEL
Os alunos do quarto ano noturno de serviço social da Universidade Estadual de Londrina vêm por meio desta carta, informar o nosso descontentamento a cerca do processo de construção da avaliação denominada Equipe Didática por Série proferida pelo Colegiado de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina:
Em Assembléia Extraordinária da série quatro do curso, os estudantes levantaram os seguintes problemas:
a) A elaboração do instrumento de avaliação não foi construída coletivamente com os estudantes, representados ou não pelo Centro Acadêmico de Serviço Social, configurando uma clara imposição e direcionamento das perguntas por parte do Colegiado.
b) Referente aos exames anteriores, nenhum estudante conseguiu identificar mudanças no curso e nem os resultados do exame do ano passado. Configurando um exame sem resultados efetivos para a vida acadêmica dos estudantes.
Ainda é válido ressaltar que no ano de 2010 os estudantes, também organizados em assembléia, aprovaram um modelo de instrumento de avaliação, que contemplava os interesses desse setor em avaliar o desempenho do professor.
c) E por último, a incapacidade do instrumento avaliar o desempenho do corpo docente do curso. O EDS esta baseado em avaliações do curso, como consta no próprio instrumento: “Para que o colegiado possa monitorar o desenvolvimento da série, realizamos periodicamente avaliação denominadas Equipes Didáticas por Série”. Os estudantes identificam que a avaliação da série, portanto dos cursos proferidos não podem acontecer sem a avaliação de seu corpo docente, pois é este que elabora, juntamente com o colegiado e departamento, a ementa de sua disciplina.
Se os estudantes são severamente avaliados ao longo de sua trajetória acadêmica, pelos professores, com provas, trabalhos e chamadas, os professores também deverão ser avaliados pelos estudantes ao longo de sua carreira acadêmica.
Dessa forma, os estudantes entendem que o processo de construção e avaliação se configura como um processo antidemocrático, e sem resultados efetivos para os estudantes.
Os estudantes, organizados em assembléia, vem por meio desta, mostrar sua insatisfação com essa avaliação, por não corresponder aos seus reais anseios e simplesmente legitimar a atuação do Colegiado de curso.
Turma do 4º ano
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