segunda-feira, 13 de junho de 2011

ENESS

O C.A.S.S irá promover um encontro para discutir medidas que ajudem ao estudantes de Serviço Social da UEL irem para o ENESS.


Será no dia 17/06, às 17:30 Hrs, no CASS
Compareçam e traga suas idéias!

O QUE ESTÁ ACONTECENDO NA UEL?

           Ocorre a cada dois anos o CONUPE E O CONUNE, respectivamente congresso nacional (UNE) e estadual (UPE), entidades organizativas das lutas dos estudantes. Nesses eventos são retiradas as bandeiras de lutas do movimento estudantil, e desta forma são retirados delegados de cada universidade para representar os interesses das universidades.  Ocorre que a gestão do DCE da UEL, que ficou responsável pelo processo eleitoral, incluindo divulgação e organização para a retirada dos delegados não o fez de forma democrática. As eleições foram retiradas as pressas, não houve divulgação de data, forma de inscrição etc.. Isso se explica, pois  os reais interesses da gestão do DCE correspondem aos da força majoritária dentro da UNE PCdoB- UJS/ PT, que apóiam os planos governistas de destruição do ensino público, por exemplo, apoiando o novo plano de Dilma para a educação, o PNE.   O CA de serviço social fez a denuncia desse processo injusto por via de uma carta assinada por estudantes do curso, e enviada a gestão do DCE para que prorrogasse as eleições para a participação de todos no  congresso. Porem não houve retorno. Já a assembléia nacional dos estudantes livres, a ANEL, realizou passagens nas salas de aula (chamando para o boicote das eleições) repudiando a participação no congresso da une, se aproveitando da situação, para propagandear que seriam uma nova entidade de organização dos estudantes e a salvação da luta do movimento estudantil. Ocorre que a maioria dos estudantes do país ainda se concentram dentro da UNE e mesmo que dentro dela haja dominação de estudantes e correntes  pró- burguesas, os estudantes devem formar uma outra força dentro da própria UNE, e não fora dela, para combater o burocratismo com a luta pela independência e democracia do movimento  estudantil. O que a anel faz com essa iniciativa divisionista, quebrando a unidade combativa e sem discussão programática com os estudantes é abandonar a sua maioria a mercê dos interesses dominantes dentro da UNE. O Ca de serviço social denuncia tal força cada vez mais aparente dentro da UEL, e convida os estudantes a disputa e denuncia dentro da UNE, participando das discussões, dos congressos pois somente assim se afirmará a tarefa da juventude combativa aos movimentos pró-burgueses existentes. 

DCE E SUAS PERIPÉCIAS

           Para quem não ficou sabendo há pouco tempo atrás ocorreu o processo de eleições para tirar delegados estudantis da nossa Universidade para o CONUNE (congresso nacional da UNE) e CONUPE (congresso estadual da UNE).
            É entendido que a União Nacional dos Estudantes é uma frente nacional de lutas, e, portanto deve ser a expressão política de sua base (estudantes de todo o Brasil), porém não é bem assim que acontece. A UNE não está no combate! E isso porque, sua direção (UJS/PCdB/PT) estão estatizando nossa entidade nacional, ou seja, ao invés de levantar bandeiras nossas frente ao governo, a direção faz o movimento ao contrário, levanta bandeiras governistas para os estudantes. Mas qual política do PCdB e PT que acabou com a combatividade da UNE? É a defesa da coexistência entre o ensino privado e o público.
            Mesmo com tantas divergências e empecilhos nós estudantes devemos colocar a UNE no caminho correto, no caminho da LUTA, ocupando espaços de debate e qualquer outro que possa interferir na vida da entidade; porém isso nos foi negado. O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Londrina (DCE-UEL)
não divulgou amplamente o calendário definido pela gestão “UEL de Cara Nova” para tiragem de DELEGADOS para o CONUNE. Não foram enviados comunicados aos centros acadêmicos, não há nada no blog do DCE, ou seja, não houve transparência neste processo. Além disso, não houve a divulgação do regimento do DCE-UEL para a eleição de delegados para estes Congressos.
Pelo desenrolar dos fatos, parece que a Diretoria do DCE, que tem entre seus quadros membros da UJS (que compõem a direção majoritária da UNE), quer bloquear a presença dos próprios estudantes que diz representar. E, além disso, dificultar a presença de uma oposição combativa. O próprio regimento do Conune coloca um prazo até dia 31 de maio para que se possa mandar o calendário eleitoral e em nenhum lugar existe a explicitação do número de estudantes em cada chapa, então perguntamos “por que a pressa?”
            O CASS sempre levantou a bandeira da autonomia e contra o aparelhamento de entidades de luta! Fora a burocracia das entidades! Por um movimento realmente combativo e que expresse as lutas estudantis e da juventude!

KIT CONTRA HOMOFOBIA

Desde março, o MEC havia anunciado o lançamento do Kit Escola sem Homofobia, preconceituosamente chamado de “kit gay”. O kit era composto por três vídeos, (disponíveis no site “Youtube”) cartilhas e um guia de orientação para os professores da rede pública que abordariam temas como homossexualidade, transexualidade e bissexualidade. Esses kits chegariam a 6 mil escolas de ensino médio até o segundo semestre de ano. A iniciativa, porém causou um “espanto desmedido” entre as bancadas religiosas do Congresso Nacional e em uma grande parcela social.
Destaca-se a decisão da presidenta Dilma Rousseff/PT, que cedeu de novo às bancadas religiosas e suspendeu a distribuição dos kits, justificando que o kit é inadequado e que o governo “não pode interferir na vida privada das pessoas”.
          O que é “engraçado” aqui, é que de mil e uma formas, o governo interfere sim na vida privada de todos nós, quando assume papel de mantenedor do mercado e reprodutor de uma lógica perversa de discriminação e de dicotomia entre classes sociais. Vale destacar também que fazendo isso, reforça-se o preconceito, uma vez que muitos pais, alunos e professores disseram que não gostariam de ter colegas homossexuais, de ter filhos estudando com colegas homossexuais e de educar alunos homossexuais. Sem contar que o Estado, supostamente laico não se comporta como tal. Além de o governo estar comprometido com as parcelas mais conservadoras, o interesse político não deve ser descartado. O conservadorismo nunca esteve tão em alta!
            Nós alunos de Serviço Social somos a favor da libertação e emancipação dos homens, tanto do oprimido quanto do opressor. Enquanto houver interesses de classe e existir o Estado Burguês para reforçar posicionamentos conservadores e dominantes ideológicamente, nenhum homem será livre.Portanto devemos lutar contra qualquer forma de preconceito sexual, contra as manifestações homofóbicas e machistas. Homosexualidade não é doença, homofobia sim. 

ENSINO À DISTÂNCIA NA UEL!

          No final do ano passado tivemos a aprovação do Ensino a Distancia na UEL. E o pior de tudo é que veio com a possibilidade de até ser cobrado, isso dentro da universidade pública. Não é senão a representatividade da DESTRUIÇÃO do nosso ensino, sucateando e tratandocomo mercadoria, o que deveria ser tratado como direito.
            Esta aprovação dentre todas as outras que contornam a vida universitária, são decididas em instâncias como o Conselho Universitário (CU) e, Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). Estas instância são majoritariamente representada por docentes e funcionários e até algumas figuras externas à Universidade, estes que por sua vez,  representam os interesses de alguns que estão no poder, e não dos estudantes que compõem a maioria na universidade e que são a razão da existência desta. Estes espaços não representam os estudantes, e nem se importam com a opinião dos mesmos. Ou será que os estudantes souberam da aprovação do EAD?- feito as pressas na troca de gestão da reitoria -ou a eles foi perguntado o que pensam, e acham disso?
            Outra prova de que estes espaços representam interesses restritos, foi um ponto da pauta da última reunião do CEPE, ocorrida no dia 26/05, na qual o Sindicado dos professores- SINDIPROL/ADUEL solicitava sua opinião, pedindo para que fosse suspenso os efeitos da Resolução CEPE nº 0051/2010, que regulamentam a criação de Cursos na modalidade a Distância na UEL. E em resposta, sem saber a justificativa ou motivo pelo qual o sindicato fez tal pedido, já o negaram.
            Isso tudo somente nos confirma, em que pé esta nosso ensino superior, e os interesses de quem tem dominado as instâncias deliberativas. Com interesses governistas e por vínculos trabalhistas, permitem nossa universidade "abrir as pernas" ao EAD, que sabemos, não representa uma preocupação em fornecer acesso a educação, e sim o aumento no ranking que o Brasil ocupa com relação ao Ensino Superior, assim como a desresponsabilização do Estado em fornecer esse serviço e por fim abrir um novo mercado para a exploração capitalista .
            O Ensino a Distância-EAD representa mais um elemento de sucateamento do nosso ensino superior, que no sistema privatista que vivemos nunca terá qualidade. Este questionamento, frente a esta forma de ensino, não só tem sido bandeira do CASS, mas de várias instâncias que lutam por uma Universidade gratuita, pública e autônoma, como o Conselho Federal de Serviço Social-CFESS, os Conselhos Regionais de Serviço Social-CRESS, a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social-ABEPSS e a Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social-ENESSO, que por mais limitada que seja ainda se coloca contra este modo de ensino. Dizemos limitado, pois, a solução para o ensino superior não é apenas acabar com o Ensino a Distância. Não podemos ter essa ilusão. A universidade será livre apenas quando rompermos com o que faz ela ser presa, que é a sociedade divida em classes antagônicas.

CASA DOS ESTUDANTES

Os Movimentos pela casa dos estudantes sempre foi motivo para os estudantes entrarem em choque com a Burocracia da Universidade. O movimento tem no seu histórico, no ano de 2009, uma ocupação heróica da casa do centro, na Rua São Paulo, onde muitos estudantes foram agredidos e despejados a ponta pés e cacetadas da polícia. No mesmo ano foi inaugurada a casa dos estudantes no Campus da nossa Universidade. Seria muito bom poder comemorar uma vitória do Movimento Estudantil, porém não podemos. A nova casa dos estudantes tem vagas reduzidas, sem contar que a seleção dos ingressantes na moradia é humilhante e complicada. Nesse início de ano, aconteceu mais uma seleção de estudantes que não tem onde morar, porém o processo foi muito mal divulgado e foi realizado em Abril, quando a maioria dos estudantes já se “arranjou” individualmente. Má divulgação, seleção tardia e extrema burocratização para concorrer a uma vaga, são estratégias que a Reitoria e Órgãos “competentes” se utilizam para diminuir a procura, justificando assim a não necessidade da ampliação das vagas.
Nós entendemos a questão da moradia como um direito fundamental para se ter o direito à educação, ou seja, a moradia faz parte de condições objetivas para que o estudante possa se manter dentro da Universidade e não podemos tratar esta questão como assistência estudantil, mas sim como direito à educação.
Defendemos que a casa dos estudantes não pode ser somente para quem precisa, mas sim para quem quiser usufruir deste direito. Por esse ângulo as lutas da C.E não podem se restringir apenas aos moradores, mas sim para todos os estudantes da Universidade. Uma derrota do movimento pela casa do estudante não afetam somente os moradores, mas sim todos aqueles que vão ter o caminho bloqueado para o acesso da casa.

ASSEMBLÉIA ESTUDANTIL DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL


O Centro Acadêmico de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina é uma entidade que visa à unificação das lutas que se manifestam dentro do curso de Serviço Social e também na Universidade. É necessária a clarificação de que o C.A.S.S funciona como uma FRENTE de lutas, onde todos os estudantes tenham direito a voz e a voto, colocando o movimento estudantil no caminho que identificar correto. Mas se o Centro Acadêmico é um local aberto onde todos possam se expressas, como tirar uma única posição e um encaminhamento? Ora, por meio de reuniões abertas e ASSEMBLÉIAS gerais do curso, ou seja, criar espaços onde todos possam se expressar abertamente, sem nenhuma restrição, e ao mesmo tempo, um espaço onde a disputa de idéias é legitima. Frente a uma decisão importante a Diretoria do Centro Acadêmico ou os próprios estudantes devem chamar uma assembléia; isso para fazer com que todos os estudantes de serviço social possam participar das decisões que estão sendo tomadas no movimento estudantil. Em suma, a assembléia garante a Democracia do CA, permite a discussão coletiva de todos os estudantes, e a tomada de decisão, somente assim o CA poderá se fortificar e as lutas que se desenrolam podem ganhar corpo e forma.
Esse ano é um ano de mudanças na nossa Universidade, e os estudantes de Serviço Social não podem ficar de fora das decisões sobre a vida de sua própria escola. Primeiramente teremos a avaliação da Política de Cotas, logo, os estudantes de Serviço Social devem ter opinião formada sobre a questão do acesso à universidade, segundo o voto Universal, ou seja, eleições para Reitoria embasada na forma democrática e não como temos hoje, e por último o nosso Estatuto, regimento importante de organização dos estudantes de Serviço Social que estamos reformulando. Todas estas mudanças necessitam de posicionamento sólido e consistente, por tanto a Diretoria do CA, juntamente com alguns alunos organizados estamos convocando a assembléia para se tirar uma posição do curso e assim fortificar a política do Movimento Estudantil. Não deixem de participar.