segunda-feira, 13 de junho de 2011

CASA DOS ESTUDANTES

Os Movimentos pela casa dos estudantes sempre foi motivo para os estudantes entrarem em choque com a Burocracia da Universidade. O movimento tem no seu histórico, no ano de 2009, uma ocupação heróica da casa do centro, na Rua São Paulo, onde muitos estudantes foram agredidos e despejados a ponta pés e cacetadas da polícia. No mesmo ano foi inaugurada a casa dos estudantes no Campus da nossa Universidade. Seria muito bom poder comemorar uma vitória do Movimento Estudantil, porém não podemos. A nova casa dos estudantes tem vagas reduzidas, sem contar que a seleção dos ingressantes na moradia é humilhante e complicada. Nesse início de ano, aconteceu mais uma seleção de estudantes que não tem onde morar, porém o processo foi muito mal divulgado e foi realizado em Abril, quando a maioria dos estudantes já se “arranjou” individualmente. Má divulgação, seleção tardia e extrema burocratização para concorrer a uma vaga, são estratégias que a Reitoria e Órgãos “competentes” se utilizam para diminuir a procura, justificando assim a não necessidade da ampliação das vagas.
Nós entendemos a questão da moradia como um direito fundamental para se ter o direito à educação, ou seja, a moradia faz parte de condições objetivas para que o estudante possa se manter dentro da Universidade e não podemos tratar esta questão como assistência estudantil, mas sim como direito à educação.
Defendemos que a casa dos estudantes não pode ser somente para quem precisa, mas sim para quem quiser usufruir deste direito. Por esse ângulo as lutas da C.E não podem se restringir apenas aos moradores, mas sim para todos os estudantes da Universidade. Uma derrota do movimento pela casa do estudante não afetam somente os moradores, mas sim todos aqueles que vão ter o caminho bloqueado para o acesso da casa.

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DISCORDE! ARGUMENTE! REINVINDIQUE! Assim como na dialética, é a partir do choque que se evolui.