As tentativas de destruição do ensino público, para se valorizar a iniciativa privada, vêm aumentando a cada instante em todo país. Como exemplo desses atos puramente mercadológicos, vemos a fileira das reformas universitárias, ou seja, medidas do Estado, que prejudicam a Universidade pública, como o Enem, Prouni, Enade, EAD (ensino a distancia). As burocracias universitárias (reitoria, conselhos universitários, colegiados de cursos) fazem seu papel, legitimando tudo isso. Não poderia ser diferente dentro da Universidade Estadual de Londrina, e muito menos no curso de Serviço Social.
O movimento estudantil, representado pelo centro acadêmico de serviço social gestão 2010/11 juntamente com alunos organizados, enfrentaram resistência dos professores em relação à ação política de boicote a prova do Enade 2010, sendo que a ação do boicote já é histórica no curso em defesa da AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA, o que quer dizer, nenhuma intervenção Estatal ou de qualquer espécie (privada e/ou religiosa) dentro da Universidade, lembrando que o ENADE é um método de avaliação que generaliza e impõem as mesmas regras de avaliação para todas as Universidades do país, desconsiderando suas diferenças; isso é ilegítimo! Somos nós, estudantes que devemos avaliar nossa própria Universidade. Assim o boicote é uma forma de defesa ao ensino público e autônomo.
O colegiado e departamento do curso de Serviço Social se opuseram desde o início do movimento, chegando a mentir sobre as conseqüências de um boicote, pressionando alguns alunos que se posicionaram contra a prova, intimidando os estudantes que foram convocados a faze - lá, assim como os estudantes que organizaram o Movimento, inclusive repudiando estudantes em banca de TCC que boicotaram esse exame. É claro que é a tática deles deslegitimar as bandeiras estudantis e colocar pressão nos estudantes.
Porém, mesmo com toda tentativa de barrar o movimento por parte do colegiado, nós, estudantes de serviço social, conseguimos montar uma assembléia para reconhecer e legitimar a posição dos estudantes que se colocaram contra estas medidas antidemocráticas. Devemos entender daí, que a nossa tática deve ser a ação direta; e justamente foi esta posição que nós tomamos, levantando a bandeira do boicote ao ENADE, ou seja, não fizemos a prova, e, além disso, alguns estudantes foram na frente do colégio onde seria aplicado o exame e panfletaram as nossas bandeiras frente os estudantes de outros cursos e outras universidades. A aderência foi maciça e em cinco minutos cerca de 100 estudantes estavam na frente do colégio reivindicando a autonomia da Universidade, e levantando a posição do curso.
A lição é clara: alguns dos professores (parte integrada da burocracia universitária) se apresentam como representantes da vontade dos alunos, nada mais falso! O movimento não deve sucumbir frente aos ataques à que estamos expostos, muito pelo contrário, devemos defender bandeiras que representem os estudantes e não esperar que um colegiado, departamento de curso ou reitoria, que se materializa na Burocracia Universitária, defenda as nossas reivindicações.
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