Em outubro de 2011, 3 estudantes da USP foram abordados pela PM pois portavam maconha. Devido aos acontecimentos cerca de 300 estudantes se dirigiram ao estacionamento onde ocorrera a abordagem e quase que ao mesmo tempo, de 15 a 20 viaturas chegaram ao local. A diretora do centro (FFLCH - Letras e Ciências Humanas) juntamente com o DCE interviram a favor da força policial! Estes tentaram convencer os 3 estudantes que foram então levados para uma sala fechada a irem para a delegacia. Enquanto isso os outros estudantes tentavam impedir que isso acontecesse. Com isso a polícia reprimiu os presentes e levou os 3 para a delegacia.
Após esse episódio iniciou-se um movimento de greve estudantil. Com isso o CA de Serviço Social enviou uma moção de apoio aos estudantes da USP:
O CENTRO ACADÊMICO DE SERVIÇO SOCIAL/UEL APOIA O MOVIMENTO DA USP!!!
FORA PM DA USP!
O ano de 2011 foi importantíssimo para as universidades e faculdades brasileiras. Estudantes, professores e funcionários se posicionaram e mostram quem realmente faz a universidade funcionar.
A USP, a mais renomada universidade brasileira, ocupa o primeiro lugar nas universidades latino-americanas. Ótimo! Mas e a realidade dos estudantes no campus? A falta de segurança na cidade de São Paulo e na cidade universitária já é conhecida de todos nós. Este ano, após a morte de um dos estudantes da USP, o reitor fez o convênio com a PM de São Paulo para"garantir a segurança dos estudantes”. Segurança? Isso é uma mentira. A burguesia diz demagogicamente que a polícia tem como função garantir a segurança da sociedade, porém sabemos que é apenas um aparato repressivo das minorias econômicas e políticas, que constituem as elites, sobre a maioria da população, para assegurar a propriedade privada. E assim foi na ocupação da USP!
A história até o momento, todos sabem: a partir da opressão por parte dos policiais, as demandas da universidade vieram à tona. A ocupação da reitoria foi um movimento acertado por parte dos estudantes que reivindicam a que a autonomia da universidade, já garantida pela constituição federal, seja respeitada! Devemos investir contra esse aparato repressivo mantido pelo reitor, pelo DCE (comandado agora pelo PSOL, que ao invés de construir o movimento, o boicotou mais do que as organizações privatistas, elitistas e reacionárias) e por organizações do Governo, que trairão os estudantes nos momentos mais necessários.
Nós entendemos que a luta pelo fim do convênio da USP com a PM de São Paulo, não é uma luta de “maconheiros e vagabundos” como é divulgado na mídia. A presença da polícia no campus não é para a “segurança dos estudantes”, mas sim para assegurar a política que beira ao fascismo de Rodas e do Governo do PSDB, representado pela figura de Geraldo Alckmin; e mais: a polícia no campus só faz aprofundar o pensamento elitista que já predomina nesse espaço, e também para coagir o movimento estudantil dentro de um espaço político como uma universidade.
A violência e criminalidade não estão apenas dentro da universidade, mas sim em toda a sociedade, ela é um problema estrutural que não será resolvido com mais polícia, e sim com uma mudança estrutural da forma de organização econômica e política da sociedade. Portanto não será resolvida nos marcos do capitalismo. Hoje a polícia apenas serve para assegurar a vontade da classe dominante, e isso foi bem percebido na ação que ocorreu na madrugada do dia 8 na USP: 400 policiais, violentamente, organizaram a reintegração de posse prendendo cerca de 70 estudantes mantendo-os trancados em um ônibus, sem água sem comida e sem banheiro, por várias horas na porta da delegacia, enquanto esses eram liberados em pequenos grupos para interrogatório.
Portanto, o Centro Acadêmico de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina apóia o movimento da USP e repudia a presença da PM no Campus! Que o espaço de debate e a autonomia sejam garantidos e que as pessoas que realmente vivem a universidade todos os dias, que conhecem suas necessidades, tomem o poder e façam suas reivindicações valerem!
FORAM PM DA USP!
VIVA A LUTA DOS ESTUDANTES DA USP!
MORTE AO CAPITALISMO!
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Nesse período diversas universidades e estudantes fizeram protestos e paralisações apoiando os companheiros da USP. No caso da UEL além do apoio, o ato ocorreu como resposta a uma carta do ex-reitor Wilmar Marçal publicada no JL no dia 12 de novembro de 2011 (carta na íntegra), onde chama os estudantes de "sequazes de Guevara", "predadores do dinheiro público", "hematófagos, mal cheirosos e arrogantes", entre muitas outras definições.
Como respostas, estudantes da UEL se organizaram e responderam com a seguinte carta:
“Quem são de fato os encapuzados?”
Essa pergunta foi feita pelo ex-reitor Wilmar Marçal. Para ele são “hematófagos, mal cheirosos e terroristas”. A questão não é quem somos, mas sim, porque estamos encapuzados? Se assim estamos é porque não somos “um bando de preguiçosos que querem a mídia como emblema de existência”. Não somos uma espécie em extinção. Somos estudantes que trabalham durante a graduação, para mantermos nossa subsistência e comprarmos nossos livros, muitos viajam ficando longe de suas famílias para realizar os estudos, não somos contemplados por políticas de permanência e ainda sim somos rotulados como “predadores do dinheiro público”.
Centros Acadêmicos de: História, Ciências Sociais, Comunicação, Biologia, Serviço Social, Arquitetura, Educação Física, Geografia, Agronomia, Artes Visuais e DCE - UEL
E realizaram um ato de "Contra a Repressão!". Seguem as fotos do ato político!
“Quem são de fato os encapuzados?”
Essa pergunta foi feita pelo ex-reitor Wilmar Marçal. Para ele são “hematófagos, mal cheirosos e terroristas”. A questão não é quem somos, mas sim, porque estamos encapuzados? Se assim estamos é porque não somos “um bando de preguiçosos que querem a mídia como emblema de existência”. Não somos uma espécie em extinção. Somos estudantes que trabalham durante a graduação, para mantermos nossa subsistência e comprarmos nossos livros, muitos viajam ficando longe de suas famílias para realizar os estudos, não somos contemplados por políticas de permanência e ainda sim somos rotulados como “predadores do dinheiro público”.
É lamentável e previsível que o ex-reitor da UEL, venha a público manifestar sua solidariedade com o reitor da USP João Grandino Rodas, que acaba de acionar 400 policiais, tropa de choque, helicópteros, cavalaria, bombas e submetralhadoras para por fim à ocupação da reitoria. Para ele, não há mal nenhum em se violar a autonomia universitária e transformar a Universidade de São Paulo em uma área militarizada.
Tal postura é previsível, pois Marçal, enquanto foi reitor da UEL, tentou emplacar um plano de segurança muito parecido com o plano de Rodas, que previa o cercamento completo junto com políciamento dentro do campus. Marçal sofreu uma rejeição imensa da comunidade universitária, inclusive vendo naufragar suas aspirações em seguir uma carreira política, pode ser daí que brota o seu rancor.
Sua carta destila muitos preconceitos. Chamar os estudantes de terroristas e defender a ação policial para uma questão política, mostra sua concordância com os métodos da ditadura militar.
Mas do que isto, Marçal expressa um ódio de classe àqueles que batalharam para ingressar na universidade pública e que exigem que o direito à educação seja pleno, com moradia, alimentação, transporte e outras condições de permanência.
Assim como Rodas, o ex-reitor defende a elitização da universidade, que deveria em seus sonhos reacionários extinguir os estudantes de humanas, os estudantes que ingressaram tardiamente na universidade, provavelmente porque a dura batalha cotidiana pela sobrevivência os impediu de passar no vestibular aos 17 anos.
É preciso reafirmar: os 73 presos da USP, assim como os mais de 3 mil jovens que votaram a greve na USP pela retirada da PM do campus e fim dos processos aos lutadores são estudantes sim. Negar isto, chamando-os de baderneiros, maconheiros ou terroristas é um recurso ideológico bem conhecido das ditaduras e governos nazistas e fascistas. Temos em nossa “origem embrionária” não a cadeia, como pensa o ex- Reitor, mas a educação.
Centros Acadêmicos de: História, Ciências Sociais, Comunicação, Biologia, Serviço Social, Arquitetura, Educação Física, Geografia, Agronomia, Artes Visuais e DCE - UEL
E realizaram um ato de "Contra a Repressão!". Seguem as fotos do ato político!
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DISCORDE! ARGUMENTE! REINVINDIQUE! Assim como na dialética, é a partir do choque que se evolui.